Maior penitenciária do RN tem 7º dia de motim; presos voltam ao telhado

No VNT do G1 RN - 20/01/2017
19/01 - Presos são vistos no telhado durante uma rebelião na penitenciária de Alcaçuz, perto de Natal, no Rio Grande do Norte (Foto: Josemar Gonçalves/Reuters)
Presos são vistos no telhado de Alcaçuz (Foto: Josemar Gonçalves/Reuters)
O motim de presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Grande Natal, chega ao 7º dia nesta sexta-feira (20). No sábado (14), segundo o governo do estado, 26 detentos foram mortos durante um briga envolvendo membros de duas facções criminosas dentro da unidade. Nesta quinta-feira (19), houve novo confronto entre os presos. A PM diz que há mortos, mas ainda não se sabe quantos. Na manhã desta sexta (20) será definido como vai acontecer a operação de retomada de controle do presídio.

Na manhã desta sexta os presos continuam soltos pelos pavilhões e pelos pátios do presídio. Também é possível ver detentos sobre os telhados da unidade.

“Os presos estão armados e se matando”, disse o major Eduardo Franco, da assessoria de comunicação da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, sobre a rebelião reiniciada na manhã desta quinta-feira (19) na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta.

Um cenário de guerra toma conta da penitenciária. “Está todo mundo armado”, afirmou o major Franco. "A sorte é que eles não estão atirando contra as guaritas, senão teríamos que revidar."

O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), anunciou na tarde desta quinta-feira (19) que policiais militares entrarão na Penitenciária de Alcaçuz para separar as duas facções que se enfrentam no local. Em entrevista à GloboNews, ele afirmou que os policiais formarão um "paredão humano".

A rebelião em Alcaçuz começou na tarde do sábado, logo após o horário de visita. Presos do pavilhão 5, que abriga integrantes do PCC, quebraram parte de um muro e invadiram o pavilhão 4, onde há presos que integram o Sindicato RN.

A prisão se tornou um campo de batalha na terça-feira (17). As duas facções estão divididas no espaço que liga os pavilhões. Do lado esquerdo, perto do pavilhão 4, estão os integrantes do Sindicato do RN; do lado direito, os do PCC. Armados e com barras de ferro, paus e pedras, eles montaram barricadas com grades, chapas de ferro dos portões, armários e colchões.


Desde segunda-feira (16) que o governo do Rio Grande do Norte mantém contato com os líderes de facções para tentar retomar o controle de Alcaçuz. A negociação é feita com integrantes do PCC e do Sindicato do RN. O secretário de Segurança Pública e Defesa do Rio Grande do Norte (Sesed), Caio Bezerra, disse que as facções foram informadas de que a polícia não iria mais permitir confrontos entre criminosos.

Inaugurada em 1998 com foco na "humanização", a penitenciária de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, está sem grades nas celas desde uma rebelião em março de 2015. Com isso, os presos circulam livremente e os agentes penitenciários se limitam a ficar próximos à portaria. O complexo, no município de Nísia Floresta, na Grande Natal, tem capacidade para 620 pessoas, mas abriga o dobro de presos 
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