Sem fiscalização, pessoas sobem área proibida do Morro do Careca, em Natal

No VNT do G1 RN - 25 DEZ 201
Pessoas sobem indiscriminadamente Morro do Careca, em Natal, que desde 1997 foi cercado para proibir a circulação na área (Foto: Léo Santos/Cedida)
Pessoas sobem indiscriminadamente Morro do Careca, em Natal, que desde 1997 foi cercado para proibir a circulação na área (Foto: Léo Santos/Cedida)

Por causa da falta de fiscalização, banhistas que foram nesta segunda-feira (25) à praia de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal, subiram sem qualquer impedimento o Morro do Careca. O morro é cartão-postal da capital potiguar e área de proteção ambiental desde 1997. Trata-se de uma duna de 120 metros de altura.

O acesso é proibido para evitar a erosão da duna e a deterioração da vegetação. A entrada ao morro é cercada e uma placa avisa aos turistas da proibição, o que não intimidou as pessoas que estiveram por lá nesta segunda (25).

Em contato com a produção da Inter TV Cabugi, a Companhia Independente de Proteção Ambiental (Cipam), unidade responsável pelo patrulhamento no local, informou que o trabalho não está sendo feito porque não dispõe de viaturas para os policiais. Em seguida o comandante da Cipam disse que enviaria uma equipe ao Morro do Careca para verificar a situação.

Nas ruas da Grande Natal, o patrulhamento vem sendo feito por policiais da Força Nacional. Na quinta (21), um reforço de 70 homens e mulheres, enviado pelo governo federal, chegou à capital para cobrir a ausência de policiamento ostensivo. Desde a terça (19), a Polícia Militar não sai do quartel em protesto aos atrasos salariais do Governo e também à falta de estrutura para trabalho. Nesta segunda-feira (25), a Justiça determinou o retorno dos militares ao trabalho.

Recorrência
Não é a primeira vez que o Morro do Careca é invadido por visitantes da Praia de Ponta Negra. Em janeiro deste ano, o G1 mostrou que, segundo relatos de frequentadores e comerciantes, muitas pessoas pulam a cerca que protege o morro, principalmente na alta estação, quando a quantidade de banhistas aumenta.

Na época, a Companhia de Polícia Ambiental afirmou que só dispõe de dois carros para policiar Natal e região metropolitana. Quando há ocorrências em outros lugares, a polícia precisa sair de perto da duna. Como no local não há estrutura para isso, os policiais também precisam deixar o posto para fazer refeições.
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