Ação flagra compra de votos com sacos de cimento em Santo Antônio, RN

No VNT do G1 RN - 30/09/2016
Foto: internet
A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal cumpriram na manhã desta sexta-feira (30) mandados de busca e apreensão na casa de um candidato a vereador e do cabo eleitoral dele em Santo Antônio, cidade do Agreste potiguar. A ação, coordenada pelo Ministério Público Eleitoral, flagrou um esquema de compra de votos. Um dos pagamentos teria sido feito com uma caixa d'água e sacos de cimento.
Os mandados foram cumpridos na casa do vereador e de um cabo eleitoral dele. Na casa do cabo eleitoral que trabalha como padeiro, foram encontradas listas com nomes, numerações de títulos de eleitor e as seções eleitorais correspondentes a cada um. Na casa do candidato foi encontrada uma quantia de R$ 1.550,00 em notas de R$ 50. Para o MPE, o 'fracionamento de grande quantia de dinheiro 'representa prova segura da prática de captação ilícita de votos.
Na denúncia à Justiça Eleitoral, o Ministério Público pede a cassação do registro de candidatura do candidato e o pagamento de multa pelo mesmo. O promotor eleitoral da cidade pede aos eleitores que continuem apresentando denúncias, principalmente por meio do aplicativo "Pardal", já que a fiscalização vai ser intensificada no período final da eleição.
A investigação
As investigações envolvendo o candidato a vereador e o cabo eleitoral começaram na segunda-feira (26), após o MPE receber uma denúncia que denunciava o esquema. Durante as investigações, os procuradores visitaram a casa de uma eleitora que havia recebido uma caixa d'água e oito sacos de cimento para votar nele.

Durante os questionamentos, a mulher que recebeu o material disse que foi procurada pelo padeiro, que perguntou se ela já tinha candidato a vereador e se estava 'precisando de alguma ajuda'. Em seguida, ele teria dito que ela fosse pegar os produtos na casa de um morador da vizinhança.
Na casa desse morador, o MPE confirmou a versão da mulher. Uma neta do dono da casa informou que o material entregue a mulher foi deixado pelo homem. Durante a visita do promotor, o cabo eleitoral chegou até a casa e questionado, disse que havia ganho dinheiro em uma aposta e a caixa d'água se tratava de uma doação.
'Não doa nem pão'
Ainda durante as investigações, foram ouvidas a mulher, a mãe e a irmã do padeiro, que afirmaram que não sabiam de doações feitas por ele, relatando, inclusive, que ele não teria recursos financeiros para isso.

Segundo a denúncia apresentada pelo MPE à Justiça Eleitoral, a mãe do cabo eleitoral teria dito, que nem sequer pães ele doava. "No final do mês eu pago os pães que eu compro", teria dito. Na denúncia, ela continua: "Ele não tem nem pra ele quanto mais para dar".
Os mandados de busca e apreensão foram pedidos pela procuradoria após a irmã do cabo eleitoral apontar que ele teria ligação com o candidato. De acordo com a denúncia, a procuradoria considera que o candidato custeou os bens entregues a eleitora.
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