Rogério Marinho (PSDB-RN) na lista dos deputados com maior número de inquéritos e ações penais no STF

No VNT do MOSSOROENSE - 14/05/2017
Rogério Marinho é investigado por lavagem de dinheiro, peculato, falsidade ideológica e crimes contra a ordem tributária (Foto: Alexssandro Loyola)
Rogério Marinho é investigado por lavagem de dinheiro, peculato, falsidade ideológica e crimes contra a ordem tributária (Foto: Alexssandro Loyola)
Dados divulgados pelo Congresso em Foco dão base para uma lista formada por 13 deputados que juntos acumulam 100 inquéritos e ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF). Os campeões em número de acusações criminais na mais alta corte do país colecionam de 5 a 18 pendências judiciais.

Segundo o levantamento eles representam 12 estados (Amapá, Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso, Ceará, Paraná, São Paulo, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Alagoas) e dez partidos políticos (PDT, PTB, PMDB, PSDB, PSL, PT, PSC, PR, PP e Solidariedade).

A lista conta com a presença de parlamentares que exercem funções de prestígio na Câmara Federal, como é o caso do relator da reforma trabalhista, o deputado potiguar Rogério Marinho (PSDB-RN).

Rogério Marinho é investigado por lavagem de dinheiro, peculato, falsidade ideológica e crimes contra a ordem tributária. A última investigação, por crimes contra a administração pública e peculato, foi aberta no dia em que o Plenário aprovou o seu substitutivo que altera radicalmente a legislação trabalhista, em 27 de abril. Segundo o Congresso em Foco, Marinho não se manifestou sobre as suspeitas.

Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG), Nilson Leitão (PSDB-MT). Aníbal Gomes (PMDB-CE), Arthur Lira (PP-AL) e Alfredo Kaefer (PSL-PR), Paulo Pereira da Silva (Solidariedade-SP), e até o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez (PT-SP) constam na lista.

Corrupção é o crime atribuído com maior frequência a eles. Mas também há apurações por outros delitos, como formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. Os dados são de levantamento exclusivo do Congresso em Foco, feito com base em registros oficiais na página do Supremo.

RANKING

A liderança da bancada dos investigados na Câmara é do deputado Roberto Góes (PDT-AP), ex-prefeito de Macapá. Góes acumula 18 acusações criminais: oito inquéritos e réu em dez ações penais.

O vice-campeão em problemas na Justiça é o deputado Zeca Cavalcanti (PTB-PE), com 11 inquéritos. Ele não responde a nenhuma ação penal. Sete das investigações envolvem crimes de responsabilidade e se referem à época em que o petebista era prefeito de Arcoverde (PE), entre 2005 e 2012.

Na terceira colocação entre os mais enrolados no STF, o deputado Veneziano Vital do Rêgo (PMDB-PB) responde a dez procedimentos. A única ação penal está suspensa. Dos nove inquéritos, quatro investigam a prática de crimes de responsabilidade. Ele também é investigado por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção.

Empatados em quarto lugar na bancada dos deputados investigados estão Nilson Leitão, Aníbal Gomes, Alfredo Kaefer, Andrés Sanchez e André Moura, com sete inquéritos ou ações penais cada um.

Em quinto lugar entre os mais investigados, João Carlos Bacelar (PR-BA) acumula seis inquéritos. Os crimes apontados nas denúncias são eleitorais, contra a fé pública eleitoral, falsidade ideológica, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e peculato.

Outros quatro deputados têm cinco procedimentos correndo no âmbito do Supremo. Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG), Rogério Marinho (PSDB-RN), Arthur Lira (PP-AL) e Paulo Pereira da Silva (SD-SP) completam a relação dos 13 deputados que mais respondem a procedimentos no Supremo.

Presidente da Força Sindical e um dos principais opositores da reforma trabalhista, o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP) responde a quatro inquéritos e uma ação penal. Corrupção é o motivo de três investigações contra o deputado.

O fundador do Solidariedade é réu em processo que apura desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desvendado pela Polícia Federal na Operação Santa Tereza.
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