Messi tem pena de 21 meses de prisão revertida em multa de 252 mil euros

No VNT do GE - 07/07/2017
Lionel Messi Tribunal (Foto: Reuters)
Lionel Messi no Tribunal (Foto: Reuters)
Lionel Messi não terá que cumprir os 21 meses de prisão pela condenação do caso de fraude fiscal. O Tribunal de Justiça de Barcelona concordou nesta sexta-feira substituir a pena em regime fechado em uma multa de 252 mil euros (cerca de R$ 950 mil). O Tribunal substituiu as três penas de sete meses de prisão pelo pagamento de 400 euros (R$ 1.506) diários. Somados eles dão o valor total a ser pago por Messi.

No fim do mês passado, essa possibilidade foi levantada pela defesa do argentino e seu pai, Jorge Horácio, também condenado a 15 meses de prisão. Na época, a Procuradoria da Espanha afirmou que não se via problema na substituição da pena. Além do pedido do encarceramento do jogador, ficou decido também o pagamento de uma multa de € 2,1 milhões (R$ 7,6 milhões), no dia 24 de maio. A sentença também comuta a pena de 15 meses de prisão para o pai do camisa 10 do Barça, por uma multa de 180 mil euros (R$ 674 mil).

Ajudados por assessores fiscais especializados, Messi e seu pai organizaram uma rede de sociedades de fachada no Reino Unido, Suíça, Belize e Uruguai com objetivo de mascarar os ganhos de direitos de imagem do fisco espanhol. Entre 2007 e 2009, o jogador assinou contratos com a Adidas, Konami, Pepsi e Danone, mas sempre em nome dessas sociedades.

A defesa alegou o desconhecimento do jogador sobre o manejo de sua fortuna para pedir sua absolvição. Mas o Tribunal Supremo condenou o atleta a 21 meses de prisão e multa de € 2,1 milhões, no dia 24 de maio.

Ele foi um dos primeiros atletas investigados no que parece uma ofensiva da justiça espanhola contra a fraude no mundo do futebol. Seu grande rival nos gramados, o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, foi convocado para prestar depoimento em 31 de julho pela acusação de uma fraude fiscal de € 14,7 milhões (R$ 55 milhões).

Recentemente, alguns jogadores foram pegos pelo fisco espanhol. O mais notório entre eles é Cristiano Ronaldo, que ameaçou sair do Real Madrid antes do início da Copa da Confederações, mas deve permanecer no clube. Dí Maria, Falcao e José Mourinho foram outros nomes denunciados nos últimos meses.
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