Aécio volta ao Senado e reafirma ser vítima de uma ‘trama ardilosa’

No VNT do O GLOBO - 18 OUT 2017
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) - Jorge William / Agência O Globo 


Sob um silêncio constrangido dos senadores, inclusive dos companheiros do PSDB, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) voltou na tarde desta quarta-feira ao Senado e fez um rápido pronunciamento para anunciar que está pronto para exercer seu mandato normalmente. Aécio disse que sua história é digna e honrada e que foi vítima de uma “trama ardilosa”, que teve a participação de “homens de Estado” que ocupavam, até pouco tempo, a Procuradoria-Geral da República (PGR), e elogiou o voto dos senadores que derrubaram seu afastamento do mandato.

Ao contrário da rotina diária, quando entra para o gabinete pelo Anexo I do Senado, Aécio fez questão de entrar pela porta da frente do Congresso Nacional. Ao final do pronunciamento, feito no microfone do plenário, os senadores permaneceram inertes, sem nenhum aparte de apoio. Sentou-se na fileira de cadeiras onde estavam os companheiros Tasso Jereissati (CE), Cássio Cunha Lima (PB) e Antônio Anastasia (MG). Apenas Anastasia se levantou para cumprimentá-lo.

O segundo a cumprimentar Aécio foi o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE), que deu um abraço caloroso no tucano. Quando Aécio se sentou ao lado de Tasso, ele, com semblante sério, fez alguma observação e teve a concordância de Aécio.

Mais tarde Aécio subiu à Mesa e cumprimentou o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) e o senador José Agripino Maia (DEM-RN). Ele também foi cumprimentado por senadora Simone Tebet (PMDB-MS) , Helio José (Pros-DF), Dalirio Beber (PSDB-SC) e do líder do PMDB, Raimundo Lira (PB).

— Fui vitima dos mais duros ataques, mas não retorno a essa Casa com rancor nem ódio . Minha história é digna e honrada. Estou pronto para participar de todos os debates nessa Casa — disse Aécio, anunciando que irá usar cada dia e cada momento para se defender: —No exercício desse mandato irei trabalhar a casa dia e a todo instante para provar minha inocência — afirmou.

Ele repetiu a nota divulgada na terça-feira dizendo que irá usar o mandato para se defender de “acusações absurdas e falsas”.

— Fui vitima de uma ardilosa armação. Comandada por empresários que enriqueceram as custas do dinheiro público e não respeitaram as pessoas de bem. Corroboraram para essa trama ardilosa homens de estado que até há pouco tempo tinham assento na PGR — disse Aécio, sem citar o nome do ex-procurador Rodrigo Janot.

Ao sair do plenário, questionado sobre as cobranças de Tasso para que renuncie a presidência do PSDB, Aécio deu a entender que irá decidir isso em reunião do partido marcada para daqui a pouco.

— Não trato de questões partidárias pela Imprensa — respondeu.

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