Rivais, facções criminosas trocam tiros em Natal; um morre e carros são roubados

No VNT do G1 RN - 06 OUT 2017
Criminosos que invadiram o Japão gravaram vídeo mostrando a chegada deles à comunidade (Foto: Reprodução)
Criminosos que invadiram o Japão gravaram vídeo mostrando a chegada deles à comunidade (Foto: Reprodução)
Criminosos de facções rivais se confrontaram na noite desta quinta-feira (5) na comunidade Novo Horizonte, mais conhecida como Favela do Japão, que fica no bairro das Quintas, na Zona Oeste de Natal. Um jovem de 18 anos foi morto.

Segundo a Polícia Militar, Felipe Sales de Lima, o 'Peo', teria envolvimento com o tráfico de drogas na região. O grupo que invadiu a comunidade ainda roubou dois carros para fugir. A PM foi chamada e também trocou tiros com os bandidos, mas ninguém foi preso.

Em um vídeo que começou a circular nas redes sociais logo após a invasão mostra homens armados chegando às escadarias que dão acesso à comunidade. Nele, o grupo diz pertencer ao Sindicato do Crime do RN, facção que disputa o controle do tráfico de drogas em Natal com o Primeiro Comando da Capital. Segundo a própria polícia, o PCC é quem mantém o controle das ações criminosas no Japão.

Em contato com o G1, o tenente-coronel Rodrigo Trigueiro, comandante do Batalhão de Choque da PM, relatou que após a troca de tiros os criminosos que invadiram o Japão recuaram e fugiram. “Nessa fuga, os caras do Sindicato saíram pela Av. Bernardo Vieira e roubaram dois carros de populares que estavam passando e fugiram”, acrescentou.

Ainda de acordo com Trigueiro, com os veículos roubados os bandidos partiram em direção à comunidade da Guarita, que fica no bairro do Alecrim. Lá, os criminosos acabaram se deparando com policiais do 1º Batalhão, que já estavam em perseguição. Houve tiroteio e os carros foram abandonados. “Na troca de tiros com os rivais no Japão, ou mesmo no confronto com a PM, acreditamos que um dos criminosos ficou ferido, porque em um dos carros que eles roubaram encontramos sangue dentro”, ressaltou o comandante. “Sangue, muito sangue”, reforçou.

Os PMs ainda fizeram buscas pela região, mas não conseguiram encontrar os criminosos. No Japão, também não houve prisões.

O delegado Marcos Vinícios, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), suspeita que os criminosos que invadiram o Japão sejam moradores de Mãe Luíza, bairro da Zona Leste da cidade, onde o Sindicato do Crime é dominante.
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