Vídeo mostra o Líder do PMDB, senador Romero Jucá discutindo com passageira durante voo comercial para SP

No VNT do Correio Braziliense - 30 NOV 2017
Reprodução/Youtube
Jucá tentou impedir gravação da mulher durante voo
O líder do PMDB, senador Romero Jucá (PMDB-PR), avalia, segundo sua assessoria, se tomará alguma medida contra uma passageira que, durante um voo comercial de Brasília para São Paulo, nessa quarta-feira (29/11), ligou a câmera do celular e começou a desafiá-lo. Vídeos que circulam na internet mostram Jucá irritado com a abordagem. Ele tenta impedi-la, levantando do assento para tentar evitar a gravação, mas não consegue. Ainda segundo a assessoria, a mulher já teria sido identificada. Veja o vídeo abaixo:

Com alguns aplausos e gritos, vários passageiros começaram a apoiar a atitude da mulher, que continuou falando. No vídeo feito por ela, que também foi divulgado na internet, a passageira questiona como Jucá, que é "especialista em acordo nacional", estaria fazendo o acordo sobre as reformas da Previdência e trabalhista, além de MPs e PECs que congelaram o teto de gastos públicos por 20 anos, nas palavras dela. "Educação, saúde... Como é que o senhor está fazendo este acordo? Conta pra gente, senhor Jucá? Recuperando pro senhor? O senhor conseguiu estancar a Lava-Jato?", alfinetou.

Ela seguiu com o escracho depois que o senador argumentou que seria dos brasileiros a culpa pela quebra do Brasil e que o governo Temer está "recuperando o país". "Vocês quebraram o país, e nós estamos recuperando", afirmou Jucá. A mulher retrucou dizendo que o sossego dele iria acabar. "O seu sossego vai acabar. Quer viajar? Vá viajar com jatinho particular. O senhor não tem vergonha? O senhor deveria ter vergonha", disse a passageira.

"Estancar a sangria"

Ao abordar o senador Romero Jucá, a passageira também citou uma gravação feita pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, divulgada em maio do ano passado. No áudio, Jucá sugeria que uma "mudança" no governo de Dilma Rousseff à época, iria resultar em um pacto para "estancar a sangria" atribuída à Operação Lava-Jato, que investiga corrupções na Petrobras. Jucá era ministro do Planejamento, mas deixou o posto após a revelação dos áudios.

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