Estrelas do pornô brasileiro comentam mortes trágicas de atrizes estrangeiras

No VNT do G1 - 29 JAN 2018
As cinco atrizes pornô que morreram entre novembro de 2017 e janeiro de 2018 (a partir da esquerda): Shyla Stylez, August Ames, Yurizan Beltran, Olivia Nova e Olivia Lua (Foto: Divulgação/Redes sociais das atrizes)
As cinco atrizes pornô que morreram entre novembro de 2017 e janeiro de 2018 (a partir da esquerda): Shyla Stylez, August Ames, Yurizan Beltran, Olivia Nova e Olivia Lua (Foto: Divulgação/Redes sociais das atrizes)

A canadense Shyla Stylez tinha 35 anos e integrava o "hall da fama" de seu ramo de atuação – morreu durante o sono, em 9 de novembro. Um mês depois, August Ames, de 23 anos, cometeu suicídio.

Dias mais tarde, morreu Yuri Luv, de 31 anos – a suspeita é de overdose acidental de remédios. Em 7 de janeiro, Olivia Nova, de 20 anos, foi encontrada morta – causa desconhecida. Finalmente, em 18 de janeiro, Olivia Lua, de 23 anos, morreu em uma clínica de reabilitação em Hollywood.

As cinco eram atrizes de filmes pornô. Esta sequência de mortes trágicas e repentinas – num intervalo de apenas três meses – vem abalando o mercado internacional do segmento.
O G1 perguntou a estrelas brasileiras do ramo, todas ganhadoras do Prêmio Sexy Hot, o "Oscar pornô" nacional, se para elas pode haver relação direta entre a ocupação e o desfecho fatídico dessas histórias.

Elas rejeitam a hipótese de que a profissão provocou uma "epidemia de depressão" e uma "onda de suicídios". Mas, por trás desse discurso cauteloso – do tipo "comigo não, mas já ouvi falar" –, admitem a possibilidade de haver efeitos no estado psicológico de quem atua em filmes adultos, principalmente no caso das novatas.
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