Potiguar, meia do Corinthians e família sonham com a Copa do Mundo

No VNT do GE - 11 MAI 2018
Volta por cima, Rocas e personalidade forte: Rodriguinho e família sonham com Copa
Foto: Pedro Martins/MoWA Press
Vestir a camisa da seleção brasileira numa Copa do Mundo é um fato raro. Para jogadores do Rio Grande do Norte, ainda mais. Apenas dois conseguiram o feito: o mossoroense Dequinha, em 1954, e o natalense Marinho Chagas, em 1974. O meia Rodriguinho, destaque do Corinthians, vive a expectativa de entrar neste seleto rol na próxima segunda-feira, quando Tite anuncia a lista dos convocados para o Mundial da Rússia.

Aos 30 anos, o jogador está no melhor momento da carreira. É protagonista há pelo menos dois anos no atual campeão brasileiro e bicampeão paulista e tem sido decisivo nas conquistas. Até aqui, acumula duas convocações, para os amistosos contra a Colômbia e diante da Austrália e Argentina no ano passado, que o ajudam a crer no novo carimbo no passaporte.

A fase dentro de campo é reflexo também de uma maturidade atingida há alguns anos, que o faz não ter medo das câmeras, admitir sem medo tomar uma cerveja quando está de folga e comentar questões sobre política nas entrevistas que concede.

A base familiar, um pé fincado nas origens no humilde bairro das Rocas, na zona Leste de Natal, e o foco em conseguir explorar todo potencial como jogador fazem parte desse processo de crescimento, segundo relatam os parentes. E isso tem feito Rodriguinho seguro para viver esse momento de sonho.

- Tite sempre falou que os jogadores que vivem um momento bom são os que têm chances de serem convocados. Ele vive um momento bom e tem capacidade, já mostrou isso. Ele é um jogador de referência no Corinthians. Eu confio muito na capacidade de Tite e acho que ele tem chance, apesar da concorrência ser grande, tem muitos jogadores de qualidade - diz Salete Marinho, mãe do jogador.

E uma possível convocação será como uma vitória de toda a família.

- A gente vive futebol aqui em casa. Nossa casa gira em torno da carreira do Rodrigo. Somos o que chamamos de 'Plataforma Reidriguinho', porque a gente está sempre apoiando e trabalhando por ele. O futebol começa muito antes de entrar nas quatro linhas. Aquilo que quando o juiz apita do início ao término do jogo é só o desdobramento de tudo que aconteceu antes. E esse antes, nos bastidores, é onde a família trabalha e é muito importante - fala o irmão Alexandre Marinho, que gerencia as redes sociais do jogador.

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