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De volta à elite, surfista potiguar Jadson André conta sobre etapa "mais emocionante" da carreira

No VNT do GE RN - 11 DEZ 2018
Jadson André está de volta a Natal para merecidas férias — Foto: Leonardo Erys/GloboEsporte.com

A comemoração empolgante, ainda no mar de Sunset Beach, na ilha de Oahu, no Havaí, representava o estado de êxtase no qual se encontrava o surfista potiguar Jadson André ao pegar duas ondas nos três minutos finais de prova e avançar para a semifinal da última etapa da divisão de acesso do surfe mundial. A emoção extravasada era significativa porque representava a consagração no ano de Jadson, que saberia minutos depois daquelas manobras que estava de volta à elite do World Surf League (WSL).

Se o ano marcará o seu momento de recuperação na carreira, essa etapa já tem um lugar especial na sua memória.

- Eu coloco essa última etapa de Sunset Beach como a mais emocionante da minha carreira. São 10 anos de circuito mundial e, sem sombra de dúvidas, foi a etapa mais emocionante. Óbvio, já venci outras etapas, já tive eventos marcados pela emoção, por ter vencido, por ter perdido. Mas esse evento de Sunset, venci, consegui a vaga e foi realmente o evento mais incrível, mais emocionante. Vários motivos fizeram esse campeonato ser o melhor evento que eu participei na vida - disse o surfista, que voltou a Natal após o término da temporada na divisão de acesso.

- Quando eu virei a bateria nas quartas, eu já fiquei louco. Nas entrevistas eu até falei que eu estava muito emocionado, mas precisava voltar para a semifinal, porque eu queria fazer a final. Estava ali concentrado, sossegado, tranquilo e o pessoal da WSL chegou dando a notícia que eu tinha classificado. Aí o corpo relaxou - relata.

Jadson André lembra que essa última etapa, que definiu a classificação, poderia ter acontecido de forma bem mais tranquila, mas quis o destino que tudo se resolvesse apenas nos momentos finais.


Ele conta que, antes mesmo da prova, torcia para que estivesse na primeira bateria, para jogar a pressão para quem competisse depois. Mas, à medida que ele avançava, os três rivais diretos por uma vaga na elite seguiam firmes na batalha, o que deixava a situação mais apreensiva.

- Parece que pras coisas acontecerem comigo tem que ser desse nível, com muita emoção, suspense, mas sempre no final vinha a onda certa, a onda salvadora. Desde o primeiro dia que eu competi, que eu estava perdendo, faltando um minuto, e eu peguei a onda. Foi assim até a semifinal. Poderia ter sido um pouco mais tranquilo, já que eu era a primeira bateria e fui passando. Assim, bastava os atletas atrás de mim caírem. Mas foi passando todo mundo - lembra.

Novo momento
O ano de 2018 marcou a primeira temporada de Jadson André fora da elite depois de oito anos. E representou, assim, um ano de aprendizado, mas de uma realidade distinta da qual está acostumado.

- Ficar fora do WSL é uma realidade totalmente diferente. É um outro mundo, começando pela premiação. É complicado. Participar do Circuito Mundial é muito caro. É uma despesa muito alta. E o QS tem uma premiação legal, mas muitas vezes você acaba saindo, fechando a conta com o evento no vermelho. Voltar pra elite já te traz uma segurança, te traz um conforto maior. É uma realidade totalmente diferente. Esse ano que fiquei fora passei por alguns momentos difíceis - avalia.

O ano longe do WSL, no entanto, o fez estudar mais a competição. Ele cita que neste período passou a analisar todos os circuitos, as atuações dos surfistas e até o próprio desempenho ao longo desses anos.

- Esse ano eu estudei bastante o circuito. Esse tempo que eu fiquei fora eu assisti de casa, estudei bastante os atletas, assisti a muita bateria minha nesses oito anos que eu fiquei na elite, baterias que realmente faltaram uma experiência. O nível de surfe hoje em dia é muito parecido, é muito alto. E é o detalhe que faz a diferença. E tem alguns detalhes que eu via que realmente eram uma besteira, mas que custavam uma bateria - conta.
Ele ressalta que esse tempo de estudo longe das pranchas e do mar o fará voltar mais preparado.

- Eu enxergo por esse lado positivo. Em 2019 eu acredito que vou estar muito melhor taticamente, vou estar muito mais preparado. Quase uma década entres os 32 melhores do mundo, então você tem que ter pelo menos um pouco de experiência, porque é bastante tempo. Sempre tem um lado positivo e também tem um lado negativo. Mas consegui ter forças e fazer o melhor proveito possível dessa situação para no ano que vem voltar e arrebentar - concluiu.

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