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Mulheres agredidas devem 'perder o medo de fazer a denúncia', diz Luiza Brunet

No VNT do G1 - 08 MAR 2019
Porta-voz de campanha contra violência doméstica, Luiza Brunet fala sobre a denúncia

A atriz, empresária e ex-modelo Luiza Brunet disse nesta sexta-feira (8), Dia Internacional das Mulheres, que as vítimas de violência devem “perder o medo de fazer a denúncia” contra os agressores.

A afirmação foi feita na sede da Secretaria da Justiça de São Paulo, durante assinatura de protocolo de intenção para ampliar o atendimento de serviços gratuitos voltados às mulheres nas áreas de saúde, educação, lazer, direito, psicologia e assistência social.

A atriz, que em 2016 denunciou seu ex-marido Lírio Parisotto após ter sido agredida por ele, é porta-voz do programa "Mulher, Você Pode". "Mulheres esclarecidas são agredidas. Nas redes sociais eu vejo quase um divã de consultoria de mulheres perguntando 'o que é que eu faço?' Acho que é importante não se vitimizar. A partir do momento que eu sofri violência eu tinha duas opções. A primeira era me calar, a segunda era arregaçar as mangas e trabalhar com o tema", disse.

“Entendo o que bloqueia uma mulher a fazer uma denúncia. Ela tem que prestar atenção no relacionamento que vive e perder o medo de fazer a denúncia. Para ela se manter viva, tem que fazer a denúncia. Mulheres estão sendo mortas brutalmente. Depende muito da gente, mulher”, afirmou.

Em junho de 2017, Parisotto foi condenado em primeira instância a um ano de detenção em regime semiaberto pelas agressões. A juíza Elaine Cavalcanti determinou que o réu ficasse dois anos sob vigilância, sendo obrigado a cumprir serviço comunitário durante 12 meses. Ele recorreu, e o Tribunal de Justiça manteve a condenação.

Sobre o protocolo assinado nesta sexta, a atriz disse que o objetivo principal é “encorajar as mulheres a não se envergonharem quando forem fazer uma denúncia”. “Podem sair de um relacionamento abusivo muito mais forte do que entraram. E podem seguir suas vidas.”

O secretário estadual da Justiça, Paulo Dimas Mascaretti, avalia que os homens têm que assumir um papel de conscientização. "É mostrar que ele precisa refletir, que as mulheres têm que ser tratadas com dignidade e exigem respeito.”

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