Ex-governador Sérgio do Rio Cabral é levado para Bangu; grupo festeja chegada com fogos e espumante

No VNT da Agência Brasil - 18/11/2016
 O ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral (PMDB) deixa o carro da Polícia   Federal no Instituto Médico-Legal (IML), no Rio de Janeiro. Cabral foi preso na manhã de hoje pela Polícia Federal (PF) na Operação Calicute, nova fase da Lava Jato. (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)
O ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral (PMDB) deixa o carro da Polícia Federal no Instituto Médico-Legal (IML), no Rio de Janeiro. Cabral foi preso na manhã de hoje pela Polícia Federal (PF) na Operação Calicute, nova fase da Lava Jato. (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)
O ex-governador do Rio Sérgio Cabral foi transferido na noite de hoje (17) para o Complexo Prisional de Gericinó, após passar por exame no Instituto-Médico Legal (IML).

Cabral foi preso por volta das 6h pela Polícia Federal como parte da Operação Calicute, desdobramento da Operação Lava Jato. O ex-governador ficou cerca de 11 horas na sede regional da Polícia Federal no Rio.

Cabral deverá ficar na unidade de Bangu 8, em Gericinó, reservada para presos com nível superior.

Fogos e espumante

Na porta do complexo, cerca de 30 pessoas aguardavam a chegada do comboio. Ao avistarem os carros da PF, o grupo soltou fogos e estourou um espumante.

Operação Calicute

O ex-governador teria recebido propina de construtoras em seus dois mandatos, entre 2007 e 2014, afirmarama Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal. Segundo as investigações, o ex-governador chefiava um esquema de corrupção que cobrou propina de construtoras, lavou dinheiro e fraudou licitações em grandes obras no estado realizadas com recursos federais.

De acordo com Ministério Público Federal, Sérgio Cabral chegou a receber R$ 350 mil de “mesada” da Andrade Gutierrez e R$ 200 mil da Carioca Engenharia que, no segundo mandato, aumentou o pagamento para R$ 500 mil.

As investigações começaram em julho, a partir de informações colhidas em acordos de delação premiada de executivos da Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia. A PF e o MPF se concentraram na apuração de irregularidades em três obras, cada uma orçada em mais de R$ 1 bilhão: a reforma do Maracanã para a Copa de 2014, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Favelas e o Arco Metropolitano. A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, por sua vez, investigou a contratação da Andrade Gutierrez para a obra de terraplanagem do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj).

Edição: Carolina Pimentel
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