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Elymar Santos faz revelações: 'Já paguei por sexo e já fui pago também'

No VNT do EXTRA - 12 DEZ 2019
Elymar Santos diz que já pensou em parar de cantar Foto: Divulgação / Mariza Lima

De outubro de 2016 — quando celebrou o inesquecível aluguel do Canecão que deu início a sua carreira — até agora, lançando CD/DVD duplo comemorativo, a vida de Elymar Santos passou por um turbilhão. Foram três anos de baques e recuperações.

— Passei por sucessivos sofrimentos. Fiquei tão mal, que quis parar de cantar — revela o artista de 66 anos, conhecido como Guerreiro Sonhador: — Mais do que nunca, fui guerreiro mesmo.

Três meses após a gravação do projeto, Elymar recebeu o primeiro golpe: a morte de sua empresária, Ângela.

— Tivemos uma parceria de 25 anos. Ela cuidava de tudo, eu só me preocupava com figurino e repertório. Quando o câncer a levou, naquele 19 de janeiro de 2017, o mundo desabou — lembra, emocionado.

Mais um trimestre, outra provação: a perda da voz.

— Fiquei num camarim todo mofado. Quando subi ao palco, a voz não saiu. Era 22 de abril, ia virar a meia-noite no Dia de São Jorge, e eu fiquei pedindo ao santo para me ajudar, desesperado — conta Elymar, que demorou um ano para se recuperar: — Eu recitava as músicas, buscava uma coisa teatral para compensar as notas que não alcançava.

Em 2018, após um show num trio elétrico, em São Gonçalo, o cantor ficou praticamente sem andar:

— Na empolgação, joguei a perna por cima de uma grade e danei o nervo ciático. Foram seis meses cantando uma música em pé e três sentado, até recuperar os movimentos.

A finalização do “Elymar Santos — 30 anos” foi outro calvário, ele conta.

— Tive problemas seríssimos com a filmagem. Deu um trabalhão mexer em tudo na edição. Nem acredito que consegui recuperar. Esse trabalho nasceu em meio a um conflito de emoções. O que me manteve de pé foi minha fé — afirma o artista, que faz show neste sábado, às 22h, no Clube Municipal, na Tijuca.

Aqui, Elymar foi convidado a abrir um pouco mais de sua intimidade, inspirado pelos nomes de músicas gravadas em seu CD/DVD duplo. Confira e se surpreenda...

‘Sou mais eu’

“Eu me sinto o cara no palco. Posso estar mal, mas é só acender o refletor que tudo se transforma. No camarim, me preparando, já fico diferente. Não sei o que é nem de onde vem, mas quero que venha sempre. Tem gente sensitiva que diz ver uma entidade perto de mim. Acho que é uma mistura da paixão pela música com meu lado místico”.

‘Arte e devoção’

“Sou meio profano, nada santinho, mas dobro os joelhos todo dia pra rezar o terço. Não escondo quem eu sou nem do que gosto, mas tenho pensamentos bons, ajudo as pessoas. Agradeço a Deus por poder exercer minha arte”.

‘Homem de sorte’

“Sou eu! Nasci no Complexo do Alemão, sem pai, vivi situações terríveis. Tanta coisa louca, que se me dissessem que um dia eu teria a vida de hoje, não acreditaria. Tenho uma cobertura no Leblon, mas fico pouco lá. Meu lar é Ramos. Gosto de ficar perto da minha história para nunca esquecer quem sou”.

‘Cabecinha no ombro’

“Carência, no meu caso, é resolvida com música. Quando eu canto, vou para onde quero, nos braços de quem eu quero. Adoro ficar sozinho, sabendo que, se eu estalar os dedos, a casa enche”.

‘Amor sem censura’

“Vale tudo no amor, menos expor intimidades. Minha vida pessoal eu guardo da porta para dentro”.

‘Escancarando de vez’

“Como diz a música, já fiz a dois e a três muitas vezes!” (gargalhadas)

‘Taras e manias’

“Na cama, tem que surpreender, improvisar! Não pode ir com um roteiro pronto. O fetiche surge no momento. Tem gente com quem eu tenho vontade de fazer loucuras; gente com quem eu quero fazer calminho; e tem quem eu queira que vá logo embora. Já minha mania é rezar o terço, todo dia. Outra: se eu me levantar sem botar o pé direito no chão, deito e faço de novo”.

‘Garoto de aluguel’

“Já paguei por sexo e já fui pago também. Ou eu ganhava um dinheiro assim ou passava fome. Com meus 16, 17 anos, tive problemas em casa e caí no mundo. Convivi com marginais, fui preso, apanhei, dormi em banco de praça. A vida era um jiló. Não fiquei amargo, mas não posso esquecer o que vivi”.

‘Pecado’

“Vaidade, só tenho no palco. E é tanta, que eu não suportaria o Elymar artista 24h por dia. Já no cotidiano, prefiro nem receber visita, para não decepcionar. Gosto de roupa velha, uso a mesma a semana inteira. Ultimamente, também tenho me dado o direito da preguiça, para recuperar toda a aflição que vivi. Tranquilidade é coisa que eu não sabia como era há muito tempo”.

‘Cachaça’

“Não sou de beber. Faço show à base de água mineral ou de ‘ki-suco de uísque’: um dedo da bebida e o resto de água, só pra dar uma onda e não me chamarem de bobo. Todo mundo cheira, fuma, eu não faço nada! Cerveja, eu gosto para regar o samba”.

‘Meu coração é brega’

“Durante muito tempo, brega era pejorativo, sinônimo de coisa ruim. Me incomodava, porque sempre tratei minha arte com requinte. Eu até podia errar, mas era querendo acertar, dando o meu melhor. Cafona, pra mim, é as pessoas se preocuparem com a vida dos outros”.
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